Petrobras reajusta querosene de aviação em R$ 0,45 por litro

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Aumento médio de 7,2% começa a valer neste domingo (1º) e eleva os custos das companhias aéreas; combustível já havia registrado alta em outubro.

A Petrobras anunciou um novo reajuste no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. A partir deste domingo (1º), o combustível terá aumento médio de 7,2%, equivalente a R$ 0,45 por litro em comparação com os valores praticados em outubro.

O novo reajuste ocorre após outra alta registrada no mês passado. Em outubro, o preço do combustível utilizado em aviões e helicópteros subiu, em média, 11,76%, o que representou um acréscimo de R$ 0,65 por litro.

Tensões internacionais pressionam preço do combustível de aviação

De acordo com a Petrobras, o aumento está relacionado à valorização da cotação internacional do querosene de aviação. Entre os fatores apontados pela companhia estão a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia, em consequência do conflito entre os dois países.

A estatal informou que as variações acumuladas no mercado brasileiro são menores do que as registradas internacionalmente. Enquanto em outros mercados os preços podem sofrer alterações diárias desde o início dos conflitos no Oriente Médio, no Brasil os reajustes são realizados mensalmente.

A companhia também explicou que utiliza uma fórmula paramétrica prevista em contrato, mecanismo que ajuda a amortecer as oscilações de curto prazo e permite aplicar aumentos mais moderados em comparação com os observados no mercado internacional.

Petrobras responde por 85% da produção nacional de QAV

A Petrobras possui participação de aproximadamente 85% na produção nacional de querosene de aviação. Apesar disso, o mercado brasileiro é aberto à livre concorrência, sem restrições à atuação de outras empresas como produtoras ou importadoras do combustível.

O QAV é um dos principais componentes dos custos operacionais das companhias aéreas, o que faz com que as mudanças nos preços tenham impacto direto sobre o setor.

Combustível já representa mais de 45% dos custos das aéreas

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a participação do querosene de aviação nos custos operacionais das companhias brasileiras aumentou de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.

A elevação evidencia a pressão exercida pelo preço internacional do petróleo e de seus derivados sobre o setor aéreo, que enfrenta custos operacionais mais elevados em meio às instabilidades geopolíticas.

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