quinta-feira, maio 30, 2024
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    Lula defende maior cooperação entre países em desenvolvimento

    Lula enfatizou a oportunidade de repensar modelos de financiamento, comércio e desenvolvimento no contexto da luta contra as mudanças climáticas.

    Hoje, dia 24, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua convicção de que é o momento de revitalizar a colaboração entre as nações em desenvolvimento. Ele anunciou que, ao assumir a liderança do G20 em dezembro, o Brasil pretende recolocar a redução das disparidades no centro da pauta internacional.

    Durante o Diálogo de Amigos do Brics, realizado em Joanesburgo, África do Sul, Lula compartilhou que é imperativo conceder maior representatividade à África como parte desse processo. Ele argumentou pela admissão da União Africana como membro do G20 e ressaltou que sua viagem à África do Sul, Angola e São Tomé e Príncipe marca o início de uma nova era de colaboração entre o Brasil e o continente africano.

    O G20, formado por representantes dos maiores bancos centrais e ministros das finanças de 19 das maiores economias do mundo, além da União Europeia, foi instituído em 1999.

    Enquanto participava da 15ª Cúpula de líderes do Brics na África do Sul, que termina hoje, Lula enfatizou a oportunidade de repensar modelos de financiamento, comércio e desenvolvimento no contexto da luta contra as mudanças climáticas. Ele afirmou que há abordagens sustentáveis para aumentar a produtividade agrícola, gerar renda e oferecer proteção social.

    Lula advertiu que a transição energética não deve replicar as injustiças do passado colonial e defendeu soluções que agreguem valor às economias em desenvolvimento. Ele observou que o crescimento da fome e da pobreza é um sinal evidente de uma distribuição desigual no mundo, destacando a necessidade de abordar esses problemas com maior urgência.

    Durante a cúpula, foi discutida também a questão de uma nova governança global. Lula defendeu a modernização das instituições multilaterais, com maior representatividade, enfatizando que o dinamismo econômico está concentrado no Sul Global. Ele reiterou que o Brics não busca antagonizar o G7, composto pelas sete maiores economias industriais, nem o G20.

    Temos que fortalecer nossa colaboração

    Lula afirmou que a presença de líderes do Sul Global na cúpula demonstra a complexidade do mundo atual, muito além da mentalidade da Guerra Fria. Ele exortou à colaboração em vez da competição, destacando que um mundo de bem-estar universal requer uma ordem internacional mais inclusiva e solidária.

    Lula também elogiou o potencial da África, afirmando que muitas soluções para construir um mundo mais equitativo podem ser encontradas lá. No entanto, ele enfatizou a necessidade de discutir a dívida externa dos países africanos, que atinge 800 bilhões de dólares, transformando-a em capacidade de investimento.

    Ele apontou que o financiamento destinado aos países do Sul Global tem diminuído nos últimos anos, enquanto a demanda por commodities exportadas é volátil e os preços das importações essenciais têm aumentado. Lula também mencionou a imposição de altas taxas de juros e condições restritivas por instituições financeiras, o que dificulta as ações estatais em prol do desenvolvimento sustentável.

    Lula ressaltou o contraste entre as preocupações de segurança que limitam a transferência de tecnologias e os esforços da União Africana na transformação digital, bem como o surgimento de inúmeras startups e centros de inovação na África. Ele também destacou o protagonismo africano na resolução de conflitos e na expansão das zonas de livre comércio.

    Durante sua estadia na África do Sul, Lula se reuniu com a primeira-ministra de Bangladesh, Sheik Hasina Wajed, discutindo questões sociais e comerciais. Bangladesh, que pleiteia ingressar no Brics, importa produtos como carne, petróleo, açúcar e algodão, e está buscando um acordo comercial com o Mercosul. O Palácio do Planalto comunicou que os líderes abordaram as políticas de combate à pobreza e as relações comerciais entre os países.

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