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quinta-feira, março 27, 2025
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Alexandre de Moraes lê relatório sobre denúncia de golpe de estado envolvendo Bolsonaro e aliados

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, nesta terça-feira (25), a análise da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete acusados de participação na tentativa de golpe de Estado em 2022. O colegiado decidirá se o caso seguirá como ação penal, tornando os envolvidos réus.

Relatório de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, começou a leitura do relatório às 9h48. O documento da Procuradoria-Geral da República (PGR) destaca a organização criminosa e sua atuação coordenada entre julho de 2021 e janeiro de 2023, com o objetivo de abolir o Estado Democrático de Direito.

Durante a sessão, Moraes citou a quebra de sigilo de Mauro Cid e os argumentos da defesa. No encerramento da leitura, gritos vindos do lado de fora interromperam a sessão. O responsável foi Sebastião Coelho, advogado de Felipe Martins, que protestou contra o julgamento e precisou ser retirado do local.

Denúncia contra Bolsonaro e aliados

A PGR apresentou a denúncia em fevereiro de 2024, com base em investigações da Polícia Federal. O Supremo recebeu cinco pedidos de abertura de ação penal contra 34 denunciados, divididos em grupos. O julgamento atual envolve oito pessoas, incluindo Bolsonaro e ex-ministros.

Acusados na denúncia de golpe de estado:

  • Jair Bolsonaro (ex-presidente);

  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin);

  • Almir Garnier Santos (ex-comandante da Marinha);

  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);

  • General Augusto Heleno (ex-ministro do GSI);

  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro);

  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa);

  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil).

Crimes apontados pela PGR

A denúncia lista cinco crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito (pena de 4 a 8 anos);

  • Golpe de Estado (pena de 4 a 12 anos);

  • Organização criminosa (pena de 3 a 8 anos);

  • Dano qualificado (pena de 6 meses a 3 anos);

  • Deterioração de patrimônio tombado (pena de 1 a 3 anos).

O que diz a PGR

A PGR sustenta que Bolsonaro liderou uma organização criminosa baseada em um “projeto autoritário de poder”, com o objetivo de impedir a mudança de governo. O núcleo principal era composto por Bolsonaro, ex-ministros e altos oficiais militares, que tomaram decisões estratégicas e coordenaram ações para enfraquecer o sistema democrático.

A denúncia também aponta que Mauro Cid atuava como porta-voz do ex-presidente, transmitindo ordens aos demais membros. De acordo com a PGR, a estrutura criminosa estava enraizada no Estado, com forte influência militar e hierarquia definida.

Agora, o STF decidirá se aceita a denúncia e transforma os acusados em réus, dando início ao processo penal.

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