Janeiro Branco – Síndrome de Burnout e seus impactos na saúde mental, janeiro de 2023 marca o primeiro aniversário da inclusão da Síndrome de Burnout na Classificação Internacional de Doenças da (CID). Esta condição, que afetou significativamente a população economicamente ativa do Brasil, é mais relevante do que nunca, especialmente em meio às repercussões da pandemia de COVID-19.
Síndrome de Burnout: Uma visão geral a Síndrome de Burnout, reconhecida como uma doença ocupacional pela Organização Mundial de Saúde (OMS), é caracterizada pelo esgotamento físico e mental extremo. Afeta a produtividade e o bem-estar dos indivíduos, tornando-se uma preocupação crescente no ambiente de trabalho moderno.
Dados Alarmantes: A Realidade Brasileira Pesquisa da ISMA-BR, divulgada pela Agência Fiocruz, revelou que 32% dos trabalhadores brasileiros foram afetados pela Síndrome de Burnout em 2019, número que pode ter aumentado devido à pandemia.
Janeiro Branco e a conscientização sobre saúde mental, a campanha Janeiro Branco de 2023, com o lema “A vida pede equilíbrio”, destacou a importância do cuidado com a saúde mental e da criação de uma cultura de trabalho saudável.
Fatores contribuintes e perspectiva de especialistas Beatriz Madruga, do Instituto Santos Dumont, discute os fatores que contribuem para o Burnout, incluindo excesso de trabalho, violência laboral e carreiras pouco valorizadas. Ela também enfatiza a normalização prejudicial do estresse na sociedade.
Efeitos da pandemia na saúde mental, dados da Fiocruz e da OMS apontam para um aumento preocupante nos casos de depressão e ansiedade, consequências potenciais da Síndrome de Burnout, durante a pandemia.
Estudo da PEBMED: Foco nos Profissionais de Saúde Uma pesquisa da PEBMED mostrou que 78% dos profissionais de saúde apresentaram sinais de Burnout no primeiro ano da pandemia, com números ainda maiores entre aqueles na linha de frente contra a COVID-19.
Beatriz Madruga ressalta que, apesar de a pandemia ter aumentado a resiliência, também elevou a vulnerabilidade ao Burnout, afetando diversos setores profissionais.
Impacto do Home Office na Saúde Mental
Desafios e Estratégias
A adoção do trabalho remoto, ou home office, durante a pandemia de COVID-19 trouxe consigo desafios únicos para a saúde mental dos trabalhadores. Este artigo explora os insights da psicóloga Beatriz Madruga sobre como o home office pode levar a uma sobrecarga mental e estratégias para lidar com isso.
Home Office
Uma nova fonte de sobrecarga mental durante a pandemia, o home office se tornou uma prática comum, mas trouxe consigo desafios significativos. Beatriz Madruga, psicóloga, aponta que trabalhar em casa pode significar uma sobrecarga, já que as fronteiras entre o trabalho profissional e as tarefas domésticas se tornam turvas.
O Duplo papel do ambiente doméstico
“Nosso lar, além de ser um espaço de descanso, se transformou em um ambiente de trabalho. Isso pode intensificar o estresse e o desgaste, pois estamos lidando com demandas profissionais e domésticas simultaneamente”.
Impacto Disparado no Gênero
Mulheres no foco a situação é particularmente desafiadora para as mulheres, que muitas vezes enfrentam uma maior carga de trabalho doméstico. Madruga destaca um desequilíbrio significativo na saúde mental entre gêneros, agravado durante a pandemia.
Dados Reveladores
Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (Elsa-Brasil) Uma pesquisa realizada pelo Elsa-Brasil revela números alarmantes: 24% das mulheres apresentaram sintomas de depressão, 20% enfrentaram ansiedade, e 17% relataram estresse elevado durante o isolamento social.
Repensando o trabalho doméstico e profissional a psicóloga enfatiza a necessidade de repensar nossa relação com o trabalho, tanto profissional quanto doméstico. Ela sugere uma reflexão sobre a divisão de tarefas e as expectativas que temos em relação à organização do lar, propondo uma abordagem mais equilibrada para evitar exaustão.
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