A Mpox registrou um crescimento no número de diagnósticos confirmados em território brasileiro, atingindo a marca de 90 ocorrências oficiais. O balanço consolidado pelo Ministério da Saúde aponta que a enfermidade expandiu sua presença geográfica, alcançando agora estados como Minas Gerais e Paraná, que anteriormente não figuravam nas estatísticas nacionais de transmissão.
Atualmente, o estado de São Paulo concentra o maior volume de notificações, com 63 diagnósticos positivos. A capital paulista é o epicentro dos registros, seguida pelo Rio de Janeiro, que contabiliza 15 confirmações. Outras regiões também apresentam circulação do vírus: Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), além de Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal, cada um com um caso registrado.
Além dos números já ratificados pelas autoridades, o sistema de saúde monitora mais de 180 notificações suspeitas. Em São Paulo, aproximadamente 70 pacientes aguardam resultados laboratoriais definitivos. Esse cenário de investigação contínua é fundamental para que o Sistema Único de Saúde (SUS) consiga mapear a velocidade de propagação e isolar precocemente os vetores de transmissão.
Entenda como ocorre o contágio pela Mpox no Brasil
A transmissão do vírus acontece prioritariamente por meio do contato direto e prolongado com uma pessoa infectada. A proximidade física, especialmente com as lesões cutâneas características da doença, representa o maior risco. O contágio também pode ocorrer via secreções respiratórias ou pelo compartilhamento de tecidos e objetos de uso pessoal, como toalhas e roupas de cama.
Os sinais clínicos mais frequentes relatados pelos pacientes incluem:
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Febre e cansaço extremo
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Cefaleia e dores no corpo
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Erupções cutâneas que evoluem para bolhas e crostas
O isolamento é a medida preventiva mais eficaz recomendada pelos órgãos de saúde. O paciente deve permanecer afastado do convívio social por um período que varia de duas a quatro semanas, tempo necessário para que todas as feridas na pele cicatrizem completamente.
Estratégias de tratamento e monitoramento clínico
Até o momento, não existe um fármaco antiviral específico aprovado de forma ampla para o combate direto à patologia no país. O manejo clínico atual é baseado no suporte terapêutico, visando mitigar os sintomas e evitar complicações mais graves. Embora não existam óbitos registrados nesta última atualização no país, as autoridades alertam que, em quadros críticos sem acompanhamento médico, a taxa de letalidade pode alcançar 10%.
O Ministério da Saúde informou que a rede pública está preparada para realizar a identificação ágil dos sintomas e oferecer o suporte necessário. A vigilância epidemiológica permanece ativa para garantir que novos episódios sejam contidos, reduzindo as chances de uma disseminação em larga escala.
