O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (2/4) que os Estados Unidos implementarão um sistema de tarifas recíprocas, afetando países que mantêm relações comerciais com os americanos. O Brasil será taxado em 10%, o mesmo percentual que, segundo Trump, o país aplica sobre produtos americanos.
Ainda não está claro como essa medida será aplicada a todas as exportações brasileiras para os EUA. No entanto, em 2024, os principais produtos exportados pelo Brasil incluem petróleo, ferro e aço, aeronaves, café, carne bovina e açúcar, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela XP Investimentos.
Tarifas mínimas e impacto global
Trump também anunciou uma tarifa mínima base de 10% para todos os países, mas destacou que algumas nações, como China e Vietnã, pagarão aproximadamente metade das tarifas que impõem aos EUA.
Além disso, o presidente confirmou a implementação de uma tarifa de 25% sobre carros estrangeiros, medida que impactará principalmente o México. Segundo ele, a decisão visa proteger a indústria automotiva americana e corrigir o que considera uma concorrência desleal no comércio internacional.
Justificativa para as novas tarifas
Durante o anúncio na Casa Branca, Trump afirmou que outros países “ficaram ricos às custas dos Estados Unidos” e que a nova política tarifária busca reverter décadas de exploração comercial. O evento contou com a presença de trabalhadores dos setores siderúrgico e automotivo, que, segundo ele, foram prejudicados por práticas comerciais injustas.
Trump declarou que muitas fábricas americanas foram fechadas devido à concorrência desleal e prometeu que, com as novas tarifas, os postos de trabalho serão retomados nos EUA. Ele enfatizou que líderes estrangeiros impõem tarifas elevadas sobre importações americanas e que agora os EUA responderão da mesma forma.
Histórico de tarifas nos EUA
O novo pacote tarifário amplia as medidas protecionistas adotadas anteriormente por Trump, que já havia aumentado impostos sobre importações da China, Canadá e México, além de aplicar tarifas sobre aço e alumínio – ações que impactaram diretamente a indústria brasileira.
As novas tarifas entram em vigor a partir da 0h de quinta-feira (3/4) e podem trazer repercussões significativas para o comércio internacional, especialmente para exportadores brasileiros.
Lei também:
AmazonasPC-AM incorpora BMW blindado apreendido à frota policial